Fundação Universidade de Caxias do Sul
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Hospital Geral - Caxias do Sul Consulta de Exames

Notícias - PROCURADOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DEFENDE INICIATIVAS DE GERAÇÃO ECONÔMICA PELA FUCS


A ausência de fins lucrativos em uma instituição não torna aceitável que ela opere com deficit, nem que se contente em apenas ‘zerar’ o balanço anual, devendo, sim, otimizar resultados para gerar superavit que possa ser empregado em manutenção e investido na atividade-fim. Com essa principal defesa conceitual, o procurador de Justiça da Procuradoria de Fundações do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Keller Dornelles Clós, apresentou a representantes dos conselhos e a gestores das mantidas da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS) a atual visão jurídica-administrativa do órgão referente à operação das fundações de direito privado, caso da mantenedora da UCS, do Hospital Geral, do Centro de Teledifusão Educativa (Cetel) e do Centro Tecnológico de Caxias do Sul (Cetec). Com base na premissa inicial, o procurador indicou caminhos pelos quais as fundações podem desenvolver fontes de receita em parceria com instituições privadas e o poder público de modo a qualificar os serviços que prestam à comunidade enquanto Organizações da Sociedade Civil (OSCs).

O encontro, na quarta, dia 8, se iniciou pela manhã, com uma reunião de Dornelles com o presidente do Conselho Diretor da FUCS, José Quadros dos Santos; o diretor-executivo da Fundação, Gilberto Chissini, o reitor da UCS, Evaldo Kuiava; o diretor geral do Hospital Geral, Sandro Junqueira; e o diretor da Área de Ciências da Saúde da Universidade, Asdrúbal Falavigna, na sede do HG. Diante da apresentação do trabalho prestado pelo estabelecimento, que atende 100% pelo SUS à população de 49 municípios da região, tendo obtido a mais alta acreditação em normas de qualidade em saúde do país, o procurador criticou a necessidade de sustentação financeira dos serviços – uma obrigação que é do Estado – pela Fundação.

Em 2017, por exemplo, a FUCS precisou injetar R$ 7 milhões para cobrir as despesas geradas pela falta de repasse de verbas públicas. Além disso, a cada ano a diretoria da entidade e do HG precisam desdobrar-se para captar recursos devido à insuficiência dos repasses governamentais. A previsão de deficit para este ano é de R$ 8,5 milhões, enquanto as obras de ampliação do hospital, paralisadas desde dezembro de 2016 também por falta de investimento dos entes públicos, necessitam de R$ 10 milhões. para serem concluídas.